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Câmara aprova MP que amplia alcance de indenização para servidores em áreas estratégicas de fronteira

Redação

A Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 1375/26, que amplia o alcance da indenização destinada a servidores públicos que desempenham funções em localidades estratégicas de fronteira. A proposta, que possui validade até a próxima sexta-feira (30), segue agora para análise do Senado Federal.

O benefício, fixado em R$ 91 por dia de efetivo trabalho, é voltado a profissionais envolvidos em ações de prevenção, controle, fiscalização e combate a crimes transfronteiriços. O texto aprovado pelos parlamentares também prevê a validação de pagamentos retroativos para categorias específicas e incluiu novas carreiras por meio de um projeto de lei de conversão.

Entre os profissionais que passam a ter direito ao benefício estão:

  • Integrantes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Analistas técnicos do Poder Executivo federal em exercício na Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Receita Federal;
  • Carreira de auditoria federal de finanças e controle;
  • Peritos criminais;
  • Servidores da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai);
  • Fiscais federais agropecuários;
  • Servidores do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo atuantes na fiscalização agropecuária;
  • Servidores do magistério federal e técnico-administrativos em educação de instituições federais;
  • Servidores e empregados públicos de ex-territórios e policiais civis dos antigos territórios;
  • Servidores do INSS, das agências reguladoras federais e da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Quadros em extinção e transformação de cargos

A medida autoriza que servidores contemplados pelas emendas constitucionais 79 e 98 optem por integrar quadros em extinção da administração pública federal, seguindo as diretrizes da Lei 15.367/26. A regra abrange servidores dos antigos territórios do Acre, Amapá, Roraima e Rondônia.

Adicionalmente, a MP promove a transformação de 254 cargos vagos de agente administrativo do Ministério da Fazenda em 50 cargos de inspetor federal do mercado de capitais, vinculados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo o governo, a alteração não implica aumento de despesas, uma vez que a criação dos novos postos é compensada pela extinção dos anteriores.

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