Na madrugada de sábado (20), a Polícia Militar foi acionada no Hospital Regional de Vilhena após o marido de uma gestante expressar preocupação com a demora na realização de um parto cesariano.
O comunicante relatou que o médico plantonista havia solicitado e obtido o consentimento da paciente para um procedimento de rompimento da bolsa amniótica, com o objetivo de favorecer a evolução do parto. Segundo o relato, o momento teria sido registrado em vídeo e anexado à ocorrência policial.
Após a realização do procedimento, o marido percebeu que o atendimento não evoluía conforme esperado e que a esposa passou a sentir fortes dores.
Diante da situação, ele procurou o profissional responsável para questionar sobre a possibilidade de uma cesariana, afirmando que a gestante já não suportava mais as dores e havia solicitado a cirurgia.
Conforme o relato do homem, o médico informou que não realizaria o procedimento naquele momento, justificando que outra gestante aguardava atendimento em situação considerada mais urgente.
O marido declarou que, diante da negativa e do sofrimento da esposa, passou a temer pela integridade física dela e da criança, motivo pelo qual acionou a Polícia Militar para formalizar os fatos.
A guarnição compareceu à unidade hospitalar, ouviu o relato do solicitante e registrou as informações apresentadas. No boletim, os policiais ressaltaram que não possuem atribuição técnica para avaliar procedimentos médicos, prioridades obstétricas ou a adequação da conduta adotada pela equipe de saúde, limitando-se ao registro das declarações prestadas.
Ainda durante o atendimento da ocorrência, os militares foram informados de que a gestante havia sido encaminhada à sala de cirurgia para a realização do parto cesariano, permanecendo sob os cuidados da equipe médica da unidade.
A ocorrência foi encaminhada à autoridade competente, que deverá avaliar a necessidade de eventual apuração dos fatos e a adoção das medidas cabíveis.
A atuação policial restringiu-se ao atendimento da solicitação, ao registro das informações e à preservação da ordem pública no local.